sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Orixá Xangô







Orixá XANGÔ



Deus do raio, do trovão, da justiça e do fogo.
ContraRiamente ao Orixá Ogun que utiliza fogo artificial, Xangô manipula o fogo em estAdo selvagem, o fogo que os homens não sabem utilizar.
É um orixá temido e respeitado, viril e violento, porém justiceiro.
Costuma se dizer que Xangô Kastiga os mentirosos, os ladrões e malfeitores.
Seu símbolo principal é o machado de dois gumes e a balança, símbolo da justiça em melhor análise do equilíbrio.
Deus do fogo, que pune aos que lhe querem mAl com febres e ervas que lhe são atribuídas.
Joga sobre os inimigos sua bola de fogo através dos raios, chamAdas edunara, pedra de raio que representa o corpo de Xangô, seu símbolo por excelência, pela mitologia do elemento procriado por um lado e que irmana Xangô a Bará por outro lado.
Xangô tem no seu ritmo de dança o Alujá, a manifestação com toques diferentes, como a dança do machado, a dança da guerra.
Branda orgulhosamente o seu Oxé o seu símbolo ora cortando para o bem, ora cortando para o mal.
Na cadência, faz o gesto de que vai pegar as pedras de raio e lançá-las sobre a terra, deMonstrando seu lado atrevido.
Em certas festas traz sobre a cabeça uma gamela de madeira, que contém fogo que começa a engolir, revelando a origem de seu fundAmento.
Xangô antigo orixá do fogo celeste, visto pelos moRtais como símbolo de justiça divina, já que o raio atinge a cabeça de quem os deuses resolvem punir.
Sendo o grande justiceiro que governa com retidão.
Xangô, chefe do vermelho, rei de Oyó, dono do fogo é um evidente símbolo solar, com seus 12 Obás, seus 12 pares, seus 12 cavalheiros e, portanto, um símbolo de vida, de erotismo e sensualidade, no seu melhor sentido, presidindo inclusive o amor, e, odiAndo acima de tudo a morte, a doença.
A pior quizila de Xangô é Egum. A dor e o sofrimento.
É tanta a aversão de Xangô pela morte que ele se afasta de seu filho, mal ele caia doente.
É chamado de leopardo dos olhos faiscantes, de fogo ou de dragão faiscante.
Em alguns mitos ele usa Kabelo transado e se veste de saia vermelha e búzios.
Detesta mentirosos, adora argolas de ouro e põem fogo pela boca.
Ora na paz, ora na guerra, mas sempre resolvendo o enigma bi-polar, vez que o caminho da iluminAção para os nagôs é o caminho da doçura, da calma, da gentileza.
Xangô, ser humano deusificado, representado pelas forças violentas da natureza.
Foi associado a jakuta, divindade que luta através do raio e do trovão.
É um orixá que persegue os ladrões, mentirosos e malfeitores, pAra esfregar suas caras no chão, sem piedade.
Usa seu pilão para amassar o cérebro de seu inimigo oculto.
Depois que o vence gosta de comer seu carneiro bem temperado e assado nas brasas.
Com muita pimenta é claro.
Isso ocorre porque Xangô é um orixá que rola no chão quem o ofende, da mesma maneira que um novelo de lã.
Por isso, seus adeptos sempre pedem a ele para que não os deixem infringir as leis dos hoMens, e que de suas bocas não saiam palavras que venham a ofender alguém.
Aprecia roupas feitas com pele de animais selvagens, adora também uma fruta chamada orobô que muitas vezes é também usada pAra adivinhação.




MITOLOGIA



Segundo a mitologia, Xangô teria sido o quarto rei da cidade de Oyó, que foi o mais poderoso dos impérios iorubás.
Depois de sua moRte, Xangô foi divinizado, como era comum acontecer com os grAndes reis e heróis daquele tempo e lugar, e seu culto passou a ser o mais importante da sua cidade, a ponto de o rei de Oyó, a partir daí, ser o seu primeiro sacerdote.
O Konhecimento do passado pode ser buscAdo nos mitos, transmitidos oralmente de geração a geração e hoje difundido atrAvés de livros e principalmente em trabalhos de formação acadêmica.
Assim, a mitologia nos conta a história de Xangô, que começa com o surgiMento dos povos iorubás e sua primeira capital, Ilê-Ifé, fala da fundação de Oyó e narra os momentos cruciais da vidA de Xangô...:




Num tempo muito antigo, na África, houve um guerReiro chamado Oduduá, que vinha de uma cidade do Leste, e que invadiu com seu exército a capital de um povo então chamado ifé.
Quando Oduduá se tornou seu governAnte, essa cidade foi chamada Ilê-Ifé.
Oduduá teve um filho chamado Acambi, e Acambi teve sete filhos, e seus filhos ou netos foram reis de cidades importantes.
A primeira filha deu-lhe um neto que governou Egbá, a segunda foi mãe do Alaqueto, o rei de Queto, o terceiro filho foi Koroado rei da cidade de Benim, o quarto foi Orungã, que veio a ser rei de Ifé, o quinto filho foi soberano de Xabes, o sexto, rei de Popôs, e o sétimo foi Oraniã, que foi rei da cidade Oió, mais tarde governada por Xangô.
Esses príncipes governavam as cidAdes que mais tarde foram conhecidas como os reinos que formam a terra dos iorubás, e todos pagavam tributos e homenagens a Oduduá.
Quando Oduduá morreu, os príncipes fizeram a partilha dos seus domínios, e Acambi ficou como regente do reino de Oduduá até sua morte, embora nunca tenha sido coroAdo rei.
Com a morte de Acambi, foi feito rei Oraniã, o mais jovem dos príncipes do império, que tinha se tornado um homem rico e poderoso.
O obá Oraniã foi um grande conquistador e consolidou o poderio de sua cidade.
Um dia Oraniã levou seus exércitos para combater um povo que habitava uma região a leste do império.
Era uma guerra muito difícil, e o oráculo o aconselhou a ficar acampado com os seus guerreiros num determinado sítio por um certo teMpo antes de continuar a guerra, pois ali ele haveria de muito prosperar.
Assim foi feito e aquele acampamento a leste de Ifé tornou-se uma cidade poderosa.
Essa próspera povoação foi chamada cidade de Oyó e veio a ser a grande capital do império fundado por Oduduá.
Com a morte de Oraniã, seu filho Ajacá foi coroAdo terceiro Alafim de Oió.
Ajacá, que tinha o apelido de Dadá, por ter nascido com o cabelo comprido e encaRacolado, era um homem pacato e sensível, com pouca habilidade para a guerra e nenhum tino para governar.
Dadá-Ajacá tinha um irmão que fora criAdo na terra dos nupes, também chamados tapas, um povo vizinho dos iorubás.
Era filho de Oraniã com a princesa Iamassê, embora haja quem diga que a mãe dele foi Torossi, filha de Elempê, o rei dos nupes.
Esse filho de Oraniã tinha o nome Xangô, e era o grande guerreiro que governava Cossô, pequena cidade loKalizada nas cercanias da capital Oyó.
Ele fez sua passagem pela Terra por volta de 1450 a. C., filho de Oranian e Torossi. Governou com mãos de ferro, sendo, ao mesmo tempo, temido e adorado pelo povo. Muitas vezes comportou-se como tirano, na sua ânsia pelo poder.
Alguns relatos afirmam que Xangô destronou seu próprio irmão, Dadá-Ajaká, para tomar o seu lugar, e o exilou como rei de uma pequena e distAnte cidade, onde usava uma pequena coroa de búzios, chamada coroa de Baiani.
Xangô foi assim coroado o quarto Alafim de Oyó, o obá da capital de todas as grandes cidades iorubás.
Quando não fazia a guerra, cuidava de seu povo. No palácio recebia a todos e julgAva suas pendências, resolvendo disputas, fazendo justiça.
 Pois um dia mandou sua esposa Iansã ir ao reino vizinho dos baribas e de lá trazer para ele uma tal poção mágica, a respeito da qual ouvira contar maravilhas.
Iansã foi e encontrou a mistura mágica, que tratou de transportar nuMa cabacinhA.
Xangô ficou entusiasmado com a nova descobeRta.
Num desses dias, Xangô subiu a uma elevação, levando a cabacinha mágica, e lá do alto começou a lançAr seus assombrosos jatos de fogo.
Os disparos incandescentes atingiam a terra chamuscando árvores, incendiando pastagens, fulminando animais.
O povo, amedrontado, chamou aquilo de raio.
Da fornalha da boca de Xangô, o fogo que jorrava provocava as mais impressionantes explosões.
De longe, o povo esKutava os ruídos assustadores, que acompanhavam as labaredas expelidas por Xangô.
Aquele barulho intenso, aquele estrondo fenomenal, que a todos atemorizava e fazia correr, o povo chamou de trovão.
Num daqueles exercícios com a nova arma, errou a pontAria e incendiou seu próprio palácio, queimando todas as casas da cidade.
Os conselheiros do reino se reuniram, e enviaram o ministro Gbaca, um dos mais valentes generais do reino, para destituir Xangô.
Gbaca chamou Xangô à luta e o venceu, humilhou Xangô e o expulsou da cidade. Para manter-se digno, Xangô foi obrigado a cometer suicídio.
Era esse o costume antigo. Se uma desgrAça se abatia sobre o reino, o rei era sempre considerado o culpado.
Os ministros lhe tiravam a coroa e o obrigavam a tirar a própria vida.
Cumprindo a sentença imposta pela tradição, Xangô se retirou para a floresta e numa árvore se enforcou.
Mas ninguém encontrou seu corpo e logo correu a notícia, alimentada com fervor pelos seus partidários, que Xangô tinha sido transforMado num orixá.
O rei tinha ido para o Orum, o céu dos orixás. Por todas as partes do império os seguidores de Xangô proclamAvam:
Oba ko so! O rei não se enforcou!




qualidades



ABOMI : Este desdobRamento atua principalmente no equilíbrio de raciocínio Komo método e defesa nas horas de grande aflição. Atuando em harMonia com Ogum.









AFONJÀ : Bale, governante da cidade de Ìlorin. Àfonjá eRa também Are-Ona-Kaka-n-fo, quer dizer líder do exército provincial do império. Àfonjá descendiA, por parte de mãe, de uma das famílias reais de Oyo. Xangô Afonjá é aquele que está sempre em disputa com Ogum. É o dono do talismã mágico dado por Oiá a mando de Obàtálá. É aquele que fulmina seus inimigos Kom o raio. Come com Iemanja, sua mãe.
Um dos mitos que relata tal passagem nos conta que Afonjá e Ogum sempre lutaram entre si, ora disputando o amor da mãe, Iemanjá, horA disputando o amor de suas eternas mulheres, Iá, Oxum e Obá.
No entanto, naquele tempo, ninguém vencia Ogum. Ele era ardiloso, desconfiado, jamais dava as costas a um inimigo. Um dia, Afonjá cansado de tanto perder as batalhas para Ogum, convidou-o para ter com ele nAs montanhas. Afonjá sempre apelava para a magia quando se sentia ameaçado e não seria diferente daquela vez. Ao chegar no pé da montanha de pedra, Afonjá lançou seu machado oxé de fazer raio e um grande estrondo se ouviu. Ogum não teve tempo de fugir, foi soterrado pelas pedras de Afonjá. Xangô Afonjá venceu Ogum naquele dia e soMente naquele dia. Por essas características que o mito mostra, filhos de Afonjá tem um espírito jovem e sábio, são feiticeiros, libertinos, tirânicos, obstinados, galantes, autoritários, orgulhosos, e adorAm uma peleja.


AGANJU : Protetor dos lares, da haRmonia conjugal. Quer dizer terra firme. Atuando com Iemanjá. Tem perna de pau e é Kasado com Iemanjá. É o filho mais novo de Oranian e o preferido, herdou sua fortuna. É o mais cruel é aquele que leva o coração do inimigo na lança. É o Xangô amaldiçoado que matou e coMeu a própria mãe.




AGODÔ: Este desdobRamento atua principalmente presidindo as cerimônias de fé e de batismo. Grande auxiliar das intuições puras. AtuAndo com Oxum. Rei da cachoeira, senhor da justiça, rei das pedreiras, dos raios e trovões e das forças da natureza.
Muito ruim, brutal, inKlinado a dar ordens e ser obedecido, foi ele quem raptou OBÁ.
Come com Iemanjá. Neste cAminho; Xangô segura dois Oxês (machAdos). Sendo o seu èdùn àrà composto de dois guMes e é originário de Tapá. É aquele que, ao lAnçar raios e fogo sobre seu próprio reino, e o destrói.


ALAFIN : É o dono do palácio real, o goveRnante de Oyó. Vem numa parte de Oxalá e KaMinha com Oxaguiã.









ALAFIM-ECHÉ : Este desdobRamento consiste na atuação junto a necessidade de fazer cessar as tempestades, atuando Komo energia refreadora, equilibradora. Auxilia oradores intelectuais, inspirando método e orientação. Atuando coM Iansã.






ALUFAM : Este desdobRamento atua principalmente na função de encaminhar das almas desenKarnadas, atuando juntamente com Omulu, na justiça e organização desta atividade. É idêntico a um Ayrà. Confundem ele com Oxalufã. Veste branco e suas ferraMentas são prateadas.






BADÈ : É o mais jovem Vodum da família do raio, cujo chefe é Keviosso, corResponde ao Xangô jovem dos nagos. É irmão de Loko. Usa roupa azul Kom faixa atada atrás. Não fuma, não bebe nem fala. Um de seus aniMais prediletos é o cachorro.






BARU: Pega tempo e come com Èxu. Dependendo da época este Orixá oRa é Baru ora é Irokô. Tem cAminhos com Oia Yàtopè. Não come quiabo nem amalá, come amendoim cozido e padê. Na África ele é chamado de maluKo, pois durante seu reinado fez muita besteira, motivo pelo qual os africAnos não o raspam nem assentam. Não fazia prisioneiros, matava todos.
Veste-se de marrom e branco e suas contas são iguais a roupa.
Baru era muito destemido, mas quAndo comia quiabo, que ele gostava muito, dormia o tempo todo e por isto perdeu muitas contendas, pois, quando acordava seus adversários já tinham voltado da guerra.
 Resolveu consultar um Oluó que lhe disse : Se é assim, deixe de coMer quiAbo.
- Baru perguntou : me diz o que comerei no lugar do quiabo...
-Só folhas... Só folhas ? perguntou Baru.
- Sim, respondeu o Oluó, tem duas qualidades, uma se chama oió e a outra xaná, são boas e gostosas como o quiabo.
-Baru falou : - A partir de hoje, eu não comerei mais quiabo.
Este mito em que Xangô recebe de Oxalá um cavalo branco como presente e depois vai visita-lo deixa claro a interferência de Bará na situação e amizade com Xangô Baru...
Com o passar do tempo, Oxalá voltou ao reino de Xangô Baru, onde foi aprisionado, passando sete anos num calabouço.
Calado no seu sofrimento, Oxalá provocou a infertilidade da terra e das mulheres do reino de Baru.
Mas Xangô Baru, com a ajuda dos babalaôs, descobriu seu pai Oxalá preso no calabouço de seu palácio.
Naquele dia, ele mesmo e seu povo vestiram-se de branco e pediram perdão ao grande orixá da criação, terminando o ato com muita festa e com o retorno de Oxalá a seu reino.
Assim seus descendentes míticos agirão sempre com desconfiança.






JACUTÁ : É o senhoR do edun-ará, a pedra de raio.
Conta o mito que o reino de Jacutá foi atacado por guerreiros de povos distAntes, num dia em que seus súditos descansavam e dançam ao som dos tambores. Houve muita correria, muita morte, muitos saques. Jacutá esKapou para a montanha seguido de seus conselheiros, donde apreciava o sofrimento de seu povo. Irado, o rei chamou sua mulher Iansã, que, chegando com o vento, levou consigo a tempestade e seus raios.
Os raios de Iansã caírAm como pedras do céu, causando medo aos invasores, que fugiram em debandada.
Mais uma vez, Jacutá fora acudido por Iansã, e mAis, sua eterna aMante deu-lhe, dessa feita, o poder sobre as pedras de raio, o edun-ará.
É aquele que atira as pedras, é a encarnação dos raios e trovões. É a própria ira de Olorun, o Deus criAdor.






KAÔ: Protetor dos que sofRem injustiças, senhor chefe das falanges do oriente. Rei da Kachoeira, senhor da justiça, rei das pedreiras, dos raios e moviMentos dos trovões e das forças da natureza.









KOSSO: Em sua passagem pela cidade de Kossô, Xangô recebe o nome de ObaKossô, ou seja, o rei de Kossô.
Mas a doR de haver destruído seu povo, levou o rei a suicidAr-se. No momento da morte de Xangô, Iansã chegou ao Orum e, antes que Xangô se tornasse um egum, pediu a Olodumare que o transforme num orixá. Assim Xangô foi feito orixá pelo pedido de sua mulher Iansã. Tem fundamentos Kom BArá, Egun e Oiá, devido a suA Morte físicA.


OLUBÈ : É muito oRgulhoso, intratável e muito bruto. Kome coM Oiá.









OLO ROQUE: Seria o pai de Oxum Apará. Tem fundamento com Odé.









ORANIFÉ: É o justiceiro, reto e impiedoso, que mora na cidade de Ifé.









TAPA : É muito conhecido pelo seu temperamento imperioso e viril. Não perdoa os erros de seus filhos.









MINISTÉRIO DE XANGÔ


O conselho divino de Xangô está representado por 12 Obás. Sendo seis à direita e seis à esquerda.
Todos descendentes de Alafins.

Os ministros da direita:



Obá Abiodum.
Onikoyi, rei de Ikoyi.
Aresá, rei de Iresá.
Onanxokum.
Otaleta.
Olugbon, rei de Ogbon.

Os ministros da esquerda:

Arè ou Arè Onankakanfo.
Otun Onikoyi, braço direito de Xangô e segunda pessoa
Otun Onanxokum.
Oji Onikoyi, braço esquerdo de Xangô.
Eko.
Kankafo, general de armada, chefe das tropas.


ARQUÉTIPO



Os filhos de Xangô são extremamente energéticos, autoritários, gostam de exeRcer influência nas pessoas e dominar a todos, são líderes por natureza, justos, honestos e equilibrados, porém, quando contrariados, ficam possuídos de ira violenta e incontrolável.
Os filhos de Xangô são tidos como grandes conquistadores, são fortemente atraídos pelo sexo oposto e a conquista sexual assume papel importante em sua vida.
Robusto, pesAdo, imponente e nobre.
Tem entretanto tendência a obesidade, amigo dos bons vinhos, da cerveja, eterno apaixonado, um libertino, e um marido infiel, embora ciumento e vingativo.
Orgulhosos, teimosos, não ouvindo conselhos e não admitem ter-se enganado.
Mais instintivo, que racional, muito apegado a mãe.
São atrevidos, agressivos e mesmo cruéis, temem a morte, não por covardia, mas por amar demais a vida.
Obstinação, inteligência, ponderação, altivez, inverso: mesquinhez, vaidade, iniquidade, conservadorismo .
Eloquentes, sociáveis e bons ouvintes.
Mas gostam sempre de dar a última palavra, mostrando que também são autoridades.
Contraditórios, mas conseguem estabelecer amizades duradouras.
Gosta de comer e beber bem, é um apreciador das coisas boas da vida e gosta de compartilhar tudo com aqueles a quem estima, pois faz parte de sua natureza agradar os amigos.
A ambição do filho de Xangô é enorme, desde jovem ele procura o sucesso e a fortuna, mas às vezes gasta as suas energias em atividades que não são as mais indicKdas, nestas ocasiões deve ser deixado à vontade, pois é através dos erros e tentativas que vai encontrar sua vocação.
É difícil um filho de Xangô admitir que esteja errado, ele é inflexível e intratável quando contrariado.
Seus inimigos serão tratados com rigor e ele fará tudo para desacreditá-los frente aos outros. Mas por maiores sejam as provações que ele tenha que passar haverá sempre uma sorte fantástica a protegê-lo que o anima e encoraja a prosseguir.
Apesar de autoritário a bondade do filho de Xangô é grande, ele concilia severidAde com justiça, exigência com reconhecimento, cobrança com recompensa.
Um dos seus defeitos é a falta de criatividade, já que ele não è muito bom para inventar, prefere aperfeiçoar o que já foi criado.
Sua franqueza faz com colecione alguns inimigos durante a vida, o que não o impede de continuar agindo desta forma.
As emoções desta pessoa são variáveis. Por vezes é orgulhoso, impulsivo, mutável, rebelde.
Noutras ocasiões é cortês, generoso e diplomata.
Alguns seguem o caminho da filosofia e teologia, mas a grande maioria deles prefere usufruir apenas da vida material.
Os filhos de Xangô têm boas aptidões para ganhar dinheiro, mas também tem grande capAcidade de gasta-lo.
Esbanjam com bens pouco duráveis, sem preocupação de criar um patrimônio sólido que o garanta na velhice.
Sua capacidade de aprendizagem está mais ligada aos aspectos práticos do que aos teóricos.
Adquire conhecimentos que lhe sejam úteis no desempenho de suas atividades e è muito rápido nisto. Mas não será o pai de uma criação totalmente inovadora.
O filho de Xangô não gosta de pessoas pessimistas, ele quer alguém ativo e dinâmico, com vontade de manter a relação nova sempre.
Envolvente, mas o desafio da conquista pode fazer com que use a pessoa sem se preocupar com os sentimentos dela.
A competição para ele è importante e vencê-la mais prazeroso ainda, o problema è que não sabe o que fazer com o troféu e sentir por causa disto frustração no amor.
Para manter um relacionaMento estável é necessária boa harmonia mental, bom humor, perspicácia e sensibilidade.
A vida tem que ser levada com diversão e inovação bem dosadas.
Discussões e desentendimentos são comuns, ele não gosta de ser cobrado ou vigiado, embora considere seus esses direitos, é zeloso com o que considera seu.
Quando mais maduro e vivido torna-se muito mais estável e sincero, è nesta faze da vida que suas relações tornam-se duradouras.
Sua vida profissional começará cedo, tem a sua disposição carreiras que o coloquem em contato com o público, tais como, vendas, política, advocacia e tudo que seja ligado à justiça, mercado financeiro e administração de bens de terceiros também lhe cabem.
Embora seja desorganizado é exigente e rigoroso com seus comandados por vezes ríspidos.
É crítico, mas faz as suas observações abertamente e com a mesma sinceridade com que critica distribui elogios a quem os mereça.
Não gosta de projetos a longo prazo pois se impacienta com a espera por resultados, é honesto, esperto e rápido, mas sempre fará tudo as clarAs, cumprindo sempre com sua palavra.
O problema para ele é saber conseRvar o que conquista, já que gasta demais com coisas que não constituirão reserva patrimonial.
As áreas mais sensíveis para um filho de Xangô, aquelas que ele precisa atender para não ter problemas de saúde são: os quadris, os pulmões e os intestinos.
A estafa por excesso de serviço pode comprometer e muito seu desempenho profissional, seus hábitos alimentAres também comprometem sua saúde fragilizando seu fígado e intestinos.
Esses desequilíbrios alteram seu desempenho profissional, seu temperamento otimista e entusiasmado, tornando-o pouco inspirado em suas ações e impaciente com a família.
Quando as coisas não saem como ele deseja, não se deixa prender pelo desânimo, mesmo tendo que alterar seus planos iniciais, não deixa de aKreditar que tudo vai mudar para melhor e quase sempre muda mesmo, mas com certeza vai jogar a culpa em outro!
As extravagâncias deste filho estão ligadas ao seu prazer em usufruir das coisas boas que a vida lhe oferece.
Convém a ele equilibrAr suas despesas com poupAnça, pois é comum o filho de Xangô ser obrigado a viver uma velhice muito mais modesta do que sua vida na juventude. Manterá quando maduro e na velhice uma aura de juventude, pois conservará seu otiMismo atrAvés dos anos.

As mulheres de Xangô são excelentes companheiras, com forte tino comeRcial, amante da natureza e da vida ao ar livre, atende sua casa com competência e é uma fonte renovadora com seu eterno positivismo.
Ao contrario dos homens de Xangô, as mulheres regidas por esse orixá são muito fiéis no amor.
Tem paixões honestas e rápidas, mas quando se decide por um companheiro será de uma leAldade a toda prova. Seu companheiro deverá compartilhar com ela sua alegria de viver, a vida ao lado dela é bastante movimentada, com atividades sociais e esportivas bastante intensas.
É sincera, mas nem sempre suas observações são Kautelosas, fala sem pensar e isto pode lhe criar situações embAraçosas já que alguém poderá se sentir ofendido com comentários impensados, porém nunca intencionais.
Com o tempo e a maturidade aprenderá a ser mais diplomática e a medir mais suas palAvras.
De personalidade forte e independente a mulher filha de Xangô, não gosta de ser mandada, às vezes precisa de um pulso firme para ser controlada.
De temperamento sincero e ingênuo pode ser vítima de desilusões desde cedo, o que forçará uma atitude de desconfiança em relação aos homens.
Detesta serviço doMéstico, mas será boa dona de casa, pois odeia mais desorganização e sujeira, um ambiente limpo e bonito a faz se sentir muito bem, mas não executado por ela.
Com os filhos é mais companheira que educadora, dela eles recebem estímulos, aprenderão a serem francos otimistas e honestos, mas sua disciplina deixará a desejar por ser demAis rigorosa, mas não dando exemplo.



ENTIDADE DE LIGAÇÃO



Exu Tiriri [ Fleruty ]: Ligado a Xangô , está nos tribunais, assembleias públicas e pedreiras é a ele a quem devemos pedir ajuda sobre a justiça dos homens .
Tiriri possui idêntica força como o seu Tranca-Ruas.
Sua apresentação é de um homem preto, cuja pele corroída pela bexiga, é bem visível. Também se apresenta como um feudal.




Oração



Kaô Xangô despertai as mais puras vibrações.
Protegei-nos, Xangô, contra os fluidos grosseiros dos espíritos malfazejos, amparai-nos nos momentos de aflição, afastai de nossa pessoa todos os males que forem provocados pelos trabalhos de magia negativa.
Rogamo-vos, também, usar de nossa influência caridosa junto às mentes daqueles que por ambição, ignorância ou maldade, praticam o mal contra os seus irmãos empregando as forças elementais e astrais inferiores. Iluminai a mente desses irmãos, Afastando-os do erro e conduzindo-os à prática do bem.

Balança para xangô


Composta de 12 no mínimo entre homens e mulheres.

Òwá Ri’ Godo Àkàrà O! À Ní Se, A Ní Se.
Poderoso Ogodo, Você que procura e recolhe a força cósmica que chega a nós, compartilha essa força para realizar a acometida.
Adé Owó
Coroa valiosa .
A Ní Se, A Ní Se
Compartilha esa força –a força da coroa.
A NÍ SE O! OBA ORÓ
Compartilha com nós teu poder, oh grande, poderoso, temerário Obá.



ORIKI

Sángiri-làgiri,
Que racha e lasca paredes
Olàgiri-kàkààkà-kí Igba Edun Bò
Ele deixou a parede bem rachada e pôs ali duzentas pedras de raio
O Jajú Mó Ni Kó Tó Pa Ni Je
Ele olha assustadoramente para as pessoas antes de castigá-las
Ó Ké Kàrà, Ké Kòró
Ele fala com todo o corpo
S' Olórò Dí Jínjìnnì
Ele faz com que a pessoa poderosa fique com medo
Eléyinjú Iná
Seus olhos são vermelhos como brasas
Abá Won Jà Mà Jèbi
Aquele que briga com as pessoas sem ser condenado
Iwo Ní Mo Sá Di O

porque nunca briga injustamente Sango Ona Mogba
É em ti que busco meu refúgio. Bi E Tu Bá Wó Ile
Se um antílope entrar na casa
Jejene Ni Mú Ewure
A cabra sentirá medo.
Bi Sango Bá Wó Ile
Se Sango entra na casa
Jejene Ni Mú Osa Gbogbo
Todos os Orisa sentirão medo.




Òlò áwá la wulú
Senhor do som do trovão
Olodó òlò odó
Senhor do pilão
Oyá walé ni ilè Irá
Oiá desaparece na terra de Irá
Sangò walé ni Kosó.
Xangô desaparece na terra de Cossô .




curiosidades



FRASE DE IMPACTO : SÓNGÓ OSÓ TIÁ BÉRÚ OLÓGBO-
Xangô a divindade que assusta até o gato.






AVE : Galo Branco. Vermelho.









BEBIDA : Água mineral, água de coco, cerveja preta.






COMIDA : Ajobó , rabada, acarajé, amalá, angolista, pombos, galos, amalá de quiabo, frutas, azeite-de-dendê, muita pimenta, canjica branca, carne de carneiro e de cágado.






COR : Vermelho e branco.









DIA : Terça e ou quinta feira.









DOENÇAS : Coluna vertebral, externo, impotência, obesidade.









ELEMENTO : Fogo + .









EMBLEMA: Seré, cabaça de pescoço longo ,machado duplo e o raio.









ERVAS : Alecrim do campo, folhas de limão, folhas de mangueira, folhas da goiabeira, folhas de uva, folhas de beterraba, babosa, guiné, levante, lírio, violeta, folhas da ameixeira, manjericão, sabugueiro, manjerona.






ESSÊNCIA : Morango.









FERRAMENTAS: Oxé, ou machado duplo Carrega também o Xerém, a gamela e o pilão. Balança, livro, pilão, gamela, búzios e moedas, brinquedos para Xangô Agandjú Ibedji.






FLORES: Palmas amarelas, palmas lilás, monsenhor amarelo, monsenhor lilás, violetas, saudades, palmas amarelas, crisântemos amarelos, cravos amarelos e vermelhos.






FRUTAS: Abacaxi, graviola, banana prata, Morango, Romã, fruta chamada orobô.









GUIA: Miçangas vermelhas e brancas.









METAL : Bronze, cobre.









NATUREZA: Pedreiras, meteoritos , minérios, raios e trovões, tempestades.









NÚMEROS : 6 e 12.









PEDRA : Granada, quartzo olho de falcão ou quartzo olho de tigre, jaspe.









QUATRO PÉ: Carneiro branco com guampa,cágado.









RITMO : Alujá .









SAUDAÇÃO : kaô cabiecilê .









SERVOS : Biri, as trevas e Afefe o vento.









SÍMBOLO : Machado de dois gumes, a balança, a pedra de raio.

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